Cap XVI: E... finalmente, Gabriel. (Tiago)
Viajamos por horas nas
carruagens, mas não conversamos muito. Pelo que percebi, elas
estavam ali para nos levar aonde quiséssemos, sendo que as ordens de
nos ajudar vieram do próprio Odin. Disse que estávamos indo ao
monte Elbrus, e ela concordou em nos levar.
Descobri também que
seus nomes eram Fernam, Gina e Brunie, e que eram descendentes das
antigas valquírias, Freya, Gunnr e Brunhilde. Percebi também que
não falavam dinamarquês tão bem, então nos falávamos somente
pelo inglês.
Após muita conversa,
e depois de horas de viagem, Fernam me chamou novamente.
_ Estamos chegando –
ela disse quando começou a fazer uma descida lenta – aqui está o
Monte Elbrus.
À nossa frente, uma
das maiores montanhas que eu já vi, apareceu. Tinha o topo rodeado de
neve e nuvens. Em algumas partes era tão íngreme que ninguém
poderia escalar. Era rodeada por uma floresta de pinheiros, e um
sistema de teleféricos levava os visitantes até a metade da
montanha.
Era uma paisagem bela
e agradável, mas as nuvens que circundavam a montanha não
combinavam com a beleza do lugar, dando um ar de perigo a ela.
_ Vamos pousar ali –
ela apontou para uma clareira abaixo de nós – não podemos passar
dali, por conta do vento e de uma antiga magia grega, que nos impede
de chegar voando lá.
_ Certo – respondi.
Ela fez um sinal para
as outras meninas que estavam nas outras carruagens e assim começaram
uma manobra para aterrissarem. Senti um frio na barriga quando a
carruagem ficou de ponta cabeça, descendo em direção ao chão a
uma velocidade incrível, mas logo a manobra foi desfeita, e
estávamos no chão, são e salvos.
_ Montaremos um
acampamento rápido para vocês aqui – uma das meninas disse ao se
aproximar – Muito prazer, Gina, descendente de Gunnr.
_ E eu sou Brunie,
descendente de Brunhilde – disse a outra.
_ Prazer, Thiago,
filho de Odim – respondi. – obrigado por terem atendido ao
chamado, se não estaríamos mortos.
_ Foram só ordens de
Odim – Gina respondeu – o de sempre.
_ Acho que vocês
estão bem cansados, portanto vamos todos descansar cedo – Fernam
disse – Já esta anoitecendo, e pode ficar muito frio.
Seguindo o conselho
dela, fomos comer um pouco, depois fomos dormir. As meninas ficaram
em uma barraca separada, é claro. Mas quando acordei à noite, percebi que algo estava errado. Peter não estava na barraca,
então decidi procurar por ele. Sai da barraca e procurei ao redor.
Em pouco tempo vi ele nos limites da clareira, fitando a escuridão,
totalmente parado. Não sabia o que ele estava fazendo, mas decidi
não incomodar, então entrei novamente na barraca e voltei a dormir.
Teríamos um dia muito importante pela frente, quando amanhecesse e
eu precisava descansar.
No dia seguinte,
acordamos e fomos nos arrumar. Tomamos um banho rápido em um pequeno
córrego, perto do acampamento e trocamos de roupas. Vesti um casaco de couro aberto, por baixo uma camiseta
com a palavra “Viva o Rock” em dinamarquês, uma calça
jeans e um coturno militar preto. Peter usava um moletom preto um
pouco mais grosso, calça jeans preta e até um tênis Adidas que as
garotas haviam deixado para ele. Ethan estava vestido com um casaco
de lã vermelho, um pouco diferente do figurino que ele usa normalmente, uma calça estilo exército preta e um tênis rebook.
Voltamos ao
acampamento, onde as valquírias estavam nos esperando, com um
pequeno café da manhã pronto. Enquanto comíamos, Fernam se
aproximou, para conversar.
_ Thiago - Fernam me
chamou - somos proibidas de subir esse monte, por isso só iremos até
aqui com vocês. Estaremos a espera para levar quem for preciso, para
onde você quiser.
_ Sim, eu entendo –
respondi. – obrigado por tudo.
Depois de tomar o café
da manhã, nos despedimos das garotas e partimos. Fomos em direção
ao sopé da montanha, deixando o acampamento improvisado para trás.
Assim, começamos uma
caminhada em direção aos teleféricos para nos levar o mais alto o
possível na montanha. Mas quando chegamos lá, não tinha ninguém,
o local estava abandonado e assustador.
Mesmo assim, fizemos
eles funcionarem e subimos o máximo possível. Em uma parte da
montanha, a neve impedia a passagem do teleférico, então tivemos
que abandoná-lo.
Começamos a subir a
montanha a pé. Enquanto subíamos, as marcas de que alguma coisa não
estava certa iam ficando cada vez mais evidentes. Aquele era um local
visitado por pessoas de todo mundo, mas agora estava totalmente
vazio.
Caminhamos o quanto nos foi possível, mas uma tempestade começou a se formar e a nos
castigar. Em poucos segundo nos vimos no meio de um inferno branco,
de neve e vento. Andávamos com muita dificuldade e avançamos pouco
no início. Achamos um lugar para esperar a tempestade passar e
ficamos lá por algumas horas.
Assim que a tempestade
passou, pude ver que estávamos a uma altitude bem elevada. À nossa
frente, em um terreno não tão íngreme, uma trilha se abria em
direção ao que parecia ser uma construção no meio da neve. Assim
que vi aquilo, mostrei aos outros e corri para lá, com a esperança
de encontrar minha mãe.
Mas as esperanças
foram substituídas por um terror imenso. Assim que alcançamos o
local, vimos que ele estava todo destruído, com as cabanas todas
queimadas e estraçalhadas. Com certeza era um acampamento inimigo.
Enquanto andava à procura de uma pista do que ocorrera ali, ouvi um rugido estrondoso. Olhei em direção ao barulho. Foi então que vi fogo saindo de uma caverna, a algumas centenas de metros acima de nós, no pico oeste da montanha. Se tinha algum lugar onde eu pudesse descobrir o que estava acontecendo, era ali.
Enquanto andava à procura de uma pista do que ocorrera ali, ouvi um rugido estrondoso. Olhei em direção ao barulho. Foi então que vi fogo saindo de uma caverna, a algumas centenas de metros acima de nós, no pico oeste da montanha. Se tinha algum lugar onde eu pudesse descobrir o que estava acontecendo, era ali.
Nos preparamos para a
luta e fomos em direção à caverna. Era um local tenebroso, com
alguns lugares da parede pegando fogo, assim como alguns lugares do
chão, havia também alguns esqueletos chamuscados no chão.
Entramos na caverna e
fomos surpreendidos quando um monstro gigante surgiu na nossa frente,
na escuridão. Não tive tempo para reagir. Uma só patada do
monstro e acabei voando longe. Mas não me machuquei muito.
Peter começou a
atirar, mas o monstro o atacou também, fazendo-o voar longe. Ethan
estava agora sozinho para lutar contra um monstro, contra um...
Acredite se você quiser, mas assim que o monstro viu que Ethan
estava sozinho, ele saiu das sombras, revelando-se um dragão, isso
mesmo, um dragão.
O dragão soltou uma
coluna de fogo. Ethan foi totalmente engolido pelo fogo, eu somente
observava enquanto tentava me levantar.
Um grito, vindo de
dentro das chamas, deixou meu cabelo em pé. Não era um grito de
dor, nem de agonia, ou de medo. Era um grito de raiva. Assim que o
fogo diminuiu, vi Ethan completamente intacto.
Mas o que?
Perguntei-me. Tentava buscar uma resposta, mas outra voz, a de meu
pai, foi quem respondeu.
_ O poder do pai dele
finalmente despertou nele. Loki, é o deus do fogo e parece que Ethan
nasceu com uma resistência anormal ao fogo graças a isso.
Não pude deixar de
sorrir. Isso era incrível, aquele fogo deveria ter derretido até
mesmo titânio e lá estava Ethan, intacto.
_ Thiago – Ethan
chamou – eu cuido dessa lagartixa, fique para trás. – o modo
como ele falou não deixou dúvidas de que ele seria capaz.
_ Certo. – me virei
e fui em direção ao Peter, que parecia meio tonto ao tentar se
levantar.
Afastei o Peter do
local da batalha, e fui me embrenhando um pouco mais na caverna. Ele
parecia meio mal, acho que tinha batido a cabeça em uma pedra, ou
algo assim, então deixei ele no chão um pouco. Ele começou a
murmurar algumas coisas estranhas, como sim senhor, ou vou fazer isso
senhor e outras coisas sem nexo.
Olhei em volta, para
ver onde estávamos. À minha volta havia algumas colunas das
arquiteturas gregas, o que me chamou muito atenção. Continuei
caminhando e pude ver que estava indo em direção a algumas celas.
Enquanto caminhava, vi
vários esqueletos no chão, de antigas pessoas que acabaram presas
ali até a morte. Mas quando me aproximei das últimas celas, tive
uma visão que me amedrontou mais ainda. Um pequeno amontoado de
panos, na parte escura da cela, me chamou a atenção. Enquanto olhava, tive a impressão de que ela havia se mexido.
Me aproximei mais
ainda, com o coração já na boca e vi que o amontoado de roupas
era uma mulher. Ela virou a cabeça lentamente, e vi um rosto muito
familiar a me observar.
_ Mãe – soltei
minhas armas e coloquei minha mão entre as barras da cela, em
direção a minha mãe. Assim que ela me viu, se levantou e veio
pegar a minha mão.
Estava magra, mas
ainda tinha seu sorriso intacto. Seus cabelos estavam pretos, com
algumas áreas em branco, e sua pele estava manchada de sujeira.
Pedi para que se
afastasse e arrebentei a porta da cela. Assim que ficou livre, ela
pulou para me abraçar, chorando de alegria. Enquanto eu estava
abraçado com ela, ouvi um ruído atrás de mim. Me virei rapidamente
e lá estava a imagem de uma pessoa, envolta em sombras.
_ Thiago – a sombra
tinha uma voz pesada, estranha de se ouvir – Eu estive te
observando Thiago. – e soltou uma gargalhada rouca. – Eu vim
aqui, para ordenar que se renda, antes que todos aqueles que conhece
e ama sejam mortos.
Senti uma fúria
descomunal crescer dentro de mim. Protegi minha mãe com o braço, e,
colocando o máximo de raiva na voz, respondi a ele.
_ Você – e apontei
para ele – não vai se safar, cria de Hades! Eu vou acabar com
você! Não vou parar até ter destruído todo seu exército. Me
espere, eu vou atrás de você – e ataquei a sombra, que se desfez
ao toque da minha espada.
A raiva começou a
diminuir gradualmente e voltei a pensar normalmente. Senti a mão de
minha mãe em meu ombro o que me encheu de coragem novamente. Foi aí
que ouvi um rugido e me lembrei do Ethan lutando contra o dragão.
Corri em direção ao
Peter, que parecia estar se recuperando. O ajudei a se levantar. Com
minha mãe atrás de nós, corri para a câmara onde a batalha com o
dragão havia começado.
Quando cheguei lá, vi
que Ethan estava montado nas costas do dragão, sem nenhuma
preocupação com o risco.
Assim que entramos na
sala, o dragão virou a grande cabeça em nossa direção, rosnando
um pouco. Pensei que ele iria cuspir fogo, mas Ethan fez um sinal e o
dragão ficou quieto.
_ O que você fez? –
eu perguntei.
_ Ah, não foi nada –
Ethan respondeu – eu havia lido em um livro, que se você mordesse
a orelha de um dragão, ele virava seu, então foi isso que eu fiz.
_ Você... Mordeu a
orelha de um dragão – Peter parecia tão incrédulo quanto eu –
como você pode ter pensado... Como... Isso é ridículo.
_ Ridículo sim, mas
eu ganhei um dragão. E aliás quem é essa ai? – perguntou
apontando para minha mãe.
_ Sou eu, a Célia –
minha mãe deu um passo para frente, ficando visível para ele –
como vai Ethan?
Assim que Ethan viu
que se tratava da minha mãe, desceu apressado do dragão, veio
abraça-la. Estava tão feliz de vê-la quanto eu. Ela era como uma
mãe para ele.
_ Devemos voltar para
o acampamento – Peter disse – Lá nós conversamos mais.
Todos concordaram e
Ethan deu a ideia assustadora de voarmos no dragão, mas ninguém
estava afim disso.
Quando estávamos
prestes a sair da caverna, a sombra do semideus inimigo apareceu
novamente à nossa frente, só que agora seu rosto se formou, nos
fitando com uma raiva extrema.
_ Vocês vão se
arrepender do que estão fazendo aqui crianças. E principalmente
você – ele apontou para mim, com dedos magros – eu vou destruir
tudo que conhece – e novamente desapareceu.
_ Bastardo – eu
disse – Nós temos que acabar com isso. Vamos voltar para o
acampamento.
Voltamos para o sopé
da montanha rapidamente, com o dragão nas nossas costas. Quando as valquírias
nos viram, ficaram alegres e correram na nossa direção. Mas assim
que viram o dragão se aproximando, achando que era um inimigo, se
prepararam para matá-lo. Isso teria acontecido se não fosse eu ter
avisado elas aos gritos para não atacar.
_ Fernam – eu
gritei – não ataque ele, Ethan está nele.
_ O que?
Nos aproximamos
rapidamente e explicamos para elas o que estava acontecendo. Fiz um
sinal para que Ethan aterrissasse com o dragão e se juntasse a nós.
Atendendo, ele manobrou o dragão, e, levando-o em direção a
clareira, fez com que pousasse, causando um grande estrondo e
levantando poeira e neve para os lados.
_ E então meninas, –
Ethan disse enquanto se aproximava – o que acham do meu dragãozinho
de estimação?
_ Ele não é um
dragãozinho qualquer – Gina respondeu – ele é o Nidhogg,
criatura que antigamente causou muita destruição ao mundo.
Ethan pareceu um pouco
surpreso pela revelação e olhou desconfiado para o dragão, mas
logo em seguida esqueceu isso, e ficou com um sorriso enorme.
_ Fernam, Gina,
Brunie, essa é minha mãe, Célia – apontei para minha mãe que
estava atrás de nós – acabei de salvar ela de uma cela na
montanha.
_ Muito prazer em
conhecer você Célia – responderam elas, cumprimentado minha mãe.
_ O prazer e todo o
meu, meninas. – ela se virou para mim - Elas são muito bonitas –
minha mãe disse bem baixo – qual delas é a sua namorada?
_ Mãe! – eu
protestei, mas acabei rindo, junto com ela. Pelo que vi o período de
cativeiro não havia mudado o humor dela.
Não parecia, mais já
havia se passado muitas horas desde que saímos do acampamento, então
preparamos uma rápida refeição. Arrumamos também algumas roupas
novas para minha mãe e logo ela parecia uma pessoa normal, pronta
para outra aventura.
Enquanto conversávamos
animados uns com os outros, o grasnar de um corvo chamou a atenção
de todos. Olhei em direção ao barulho, vi que um corvo estava nos
observando. O corvo voou em nossa direção e pousou no chão a
alguns metros de nós. As valquírias logo o saudaram, mas isso não
pareceu chamar a atenção dele. Ele me olhou bem nos olhos, em
seguida olhou para minha mãe.
_ Olá Célia – a voz
de meu pai saiu da boca do corvo – estava torcendo para você ser
resgatada pelo Thiago.
_ Obrigado – ela
respondeu, animada.
_ Filho – ele se
virou para mim - o que você vai fazer agora que resgatou sua mãe?
_ Minha missão era
resgatar todos os reféns feitos pelo inimigo. Agora que resgatei o
último deles, estava pensando em... – fiz uma pausa, por não
saber o que falar.
_ Ir atrás daquele
que provocou tudo isso não é?
_ Isso mesmo –
respondi com toda a minha confiança.
_ Então você gostará
de saber disso: minhas investigações dizem que alguma coisa
importante esta acontecendo no Egito, em Cairo, para ser mais exato.
_ É o semideus
inimigo? – perguntei
_ Não sei dizer se é
ele ou não, mas uma grande quantidade de magia vem daquele lugar,
portanto lá seria um bom lugar para você começar a investigar.
_ Então eu irei.
_ Ótimo. É
importante que você parta imediatamente e vá para Cairo o mais
rápido o possível.
_ Certo, acha que as
valquírias...
_ Elas não podem
levar vocês lá, filho. Infelizmente não. É longe demais dos meus
domínios e da fonte de poder delas.
_ Então iremos com o
Nidhogg – Ethan disse.
_ É uma boa ideia –
meu pai olhou para Ethan e depois para o Nidhogg, que parecia estar
dormindo nessa hora. - Quem diria que a história de morder a orelha
dele fosse verdade – Odin parecia se divertir com a ideia – quem
diria.
_ Bem, é melhor
partirmos imediatamente, não é? – eu disse.
_ Está certo – Odin
respondeu – não poderei ajudá-lo muito lá, filho, mas estarei
sempre te observando. Lembre-se disso – assim que disse isso, o
corvo saiu voando em direção ao céu. Logo sumiu.
Começamos então a
nos preparar para uma nova viagem. Arrumamos comida, dinheiro,
remédios, salgadinhos, ou seja, os suprimentos básicos.
Quando estávamos
prestes a sair, fui conversar com minha mãe.
_ Mãe – eu a chamei
– sinto muito ter que deixá-la de novo.
_ Tudo bem meu filho –
ela me deu um forte abraço – você vai para tentar resolver tudo,
para que voltemos pra casa em paz. – ela soltou um soluço – Estou muito orgulhosa de você, meu filho.
Abracei-a bem forte.
Depois, ter que soltá-la doeu mais do que eu imaginava. Assim que
consegui soltar o abraço ela me olhou bem nos olhos, soltou um
sorriso, enquanto apontava com a cabeça o Nidhogg. Soltei um sorriso
e fui em direção a ele.
Me despedi novamente
das valquírias, pedindo que levassem minha mãe até à nossa
cidade, Bronderslev, o que aceitaram fazer. Agradeci e subi no
dragão. Apesar de ter uma escama bem dura, pude sentar bem
confortável nas costas dele. Olhei novamente para
minha mãe que com um sorriso no rosto, se despediu. O dragão bateu as
asas duas ou três vezes para poder se levantar do chão. Logo
estávamos voando, a uma velocidade incrível, em direção a Cairo.
E foi lá que nós
encontramos Gabriel, o semideus filho de Poseidon. Ele parecia já me
conhecer, e como fiquei sabendo depois, já havia sonhado comigo.
Conversamos um pouco e ele me apresentou ao grupo dele, a Rachel,
filha de Hefesto, e o Arthur, filho de Atena.
Após conversarmos,
fomos atrás de um hotel para poder descansar. Achamos um que era
muito estranho. Era incrivelmente arrumado e limpo. Nem parecia que a
cidade lá fora quase havia sido totalmente destruída. Nós ficamos
em um quarto de frente para o do Gabriel. Os quartos eram bonitos e
bem arrumados. Além de terem ótimas camas, os chuveiros também
eram ótimos.
Tomamos banho e
comemos um pouco. Liguei a TV para ver as notícias. Estava a tanto
tempo sem saber o que estava acontecendo no mundo que levei um susto
quando vi tudo aquilo passando na TV. Em um dos canais,
mostravam imagens do mar morto, onde uma enorme criatura estava
destruindo todos os barcos que passavam por la. Um deles, pelo que
pude ver, era nórdico, mas estava “camuflado”, parecendo só
mais um barco comum. Nos outros canais a mesma coisa. O mundo estava
um caos e somente uma pessoa estava fazendo tudo isso.
Fui deitar com uma
inquietação enorme! Quase não consegui dormir. Após algumas
horas, finalmente peguei no sono. Estava cansado. Muita coisa passava
pela minha cabeça. Eu sabia que o dia seguinte seria importante.
Sabia que eu precisaria estar cem por cento para derrotar meus
inimigos.

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