sexta-feira, 10 de agosto de 2012






Cap XVI: E... finalmente, Gabriel. (Tiago)





     Viajamos por horas nas carruagens, mas não conversamos muito. Pelo que percebi, elas estavam ali para nos levar aonde quiséssemos, sendo que as ordens de nos ajudar vieram do próprio Odin. Disse que estávamos indo ao monte Elbrus, e ela concordou em nos levar.
    Descobri também que seus nomes eram Fernam, Gina e Brunie, e que eram descendentes das antigas valquírias, Freya, Gunnr e Brunhilde. Percebi também que não falavam dinamarquês tão bem, então nos falávamos somente pelo inglês.
    Após muita conversa, e depois de horas de viagem, Fernam me chamou novamente.
     _ Estamos chegando – ela disse quando começou a fazer uma descida lenta – aqui está o Monte Elbrus.
      À nossa frente, uma das maiores montanhas que eu já vi, apareceu. Tinha o topo rodeado de neve e nuvens. Em algumas partes era tão íngreme que ninguém poderia escalar. Era rodeada por uma floresta de pinheiros, e um sistema de teleféricos levava os visitantes até a metade da montanha.
      Era uma paisagem bela e agradável, mas as nuvens que circundavam a montanha não combinavam com a beleza do lugar, dando um ar de perigo a ela.
       _ Vamos pousar ali – ela apontou para uma clareira abaixo de nós – não podemos passar dali, por conta do vento e de uma antiga magia grega, que nos impede de chegar voando lá.
        _ Certo – respondi.
    Ela fez um sinal para as outras meninas que estavam nas outras carruagens e assim começaram uma manobra para aterrissarem. Senti um frio na barriga quando a carruagem ficou de ponta cabeça, descendo em direção ao chão a uma velocidade incrível, mas logo a manobra foi desfeita, e estávamos no chão, são e salvos.
     _ Montaremos um acampamento rápido para vocês aqui – uma das meninas disse ao se aproximar – Muito prazer, Gina, descendente de Gunnr.
         _ E eu sou Brunie, descendente de Brunhilde – disse a outra.
      _ Prazer, Thiago, filho de Odim – respondi. – obrigado por terem atendido ao chamado, se não estaríamos mortos.
        _ Foram só ordens de Odim – Gina respondeu – o de sempre.
       _ Acho que vocês estão bem cansados, portanto vamos todos descansar cedo – Fernam disse – Já esta anoitecendo, e pode ficar muito frio.
      Seguindo o conselho dela, fomos comer um pouco, depois fomos dormir. As meninas ficaram em uma barraca separada, é claro. Mas quando acordei à noite, percebi que algo estava errado. Peter não estava na barraca, então decidi procurar por ele. Sai da barraca e procurei ao redor. Em pouco tempo vi ele nos limites da clareira, fitando a escuridão, totalmente parado. Não sabia o que ele estava fazendo, mas decidi não incomodar, então entrei novamente na barraca e voltei a dormir. Teríamos um dia muito importante pela frente, quando amanhecesse e eu precisava descansar.
      No dia seguinte, acordamos e fomos nos arrumar. Tomamos um banho rápido em um pequeno córrego, perto do acampamento e trocamos de roupas. Vesti um casaco de couro aberto, por baixo uma camiseta com a palavra “Viva o Rock” em dinamarquês, uma calça jeans e um coturno militar preto. Peter usava um moletom preto um pouco mais grosso, calça jeans preta e até um tênis Adidas que as garotas haviam deixado para ele. Ethan estava vestido com um casaco de lã vermelho, um pouco diferente do figurino que ele usa normalmente, uma calça estilo exército preta e um tênis rebook.
     Voltamos ao acampamento, onde as valquírias estavam nos esperando, com um pequeno café da manhã pronto. Enquanto comíamos, Fernam se aproximou, para conversar.
      _ Thiago - Fernam me chamou - somos proibidas de subir esse monte, por isso só iremos até aqui com vocês. Estaremos a espera para levar quem for preciso, para onde você quiser.
     _ Sim, eu entendo – respondi. – obrigado por tudo.
    Depois de tomar o café da manhã, nos despedimos das garotas e partimos. Fomos em direção ao sopé da montanha, deixando o acampamento improvisado para trás.
    Assim, começamos uma caminhada em direção aos teleféricos para nos levar o mais alto o possível na montanha. Mas quando chegamos lá, não tinha ninguém, o local estava abandonado e assustador.
     Mesmo assim, fizemos eles funcionarem e subimos o máximo possível. Em uma parte da montanha, a neve impedia a passagem do teleférico, então tivemos que abandoná-lo.
     Começamos a subir a montanha a pé. Enquanto subíamos, as marcas de que alguma coisa não estava certa iam ficando cada vez mais evidentes. Aquele era um local visitado por pessoas de todo mundo, mas agora estava totalmente vazio.
     Caminhamos o quanto nos foi possível, mas uma tempestade começou a se formar e a nos castigar. Em poucos segundo nos vimos no meio de um inferno branco, de neve e vento. Andávamos com muita dificuldade e avançamos pouco no início. Achamos um lugar para esperar a tempestade passar e ficamos lá por algumas horas.
     Assim que a tempestade passou, pude ver que estávamos a uma altitude bem elevada. À nossa frente, em um terreno não tão íngreme, uma trilha se abria em direção ao que parecia ser uma construção no meio da neve. Assim que vi aquilo, mostrei aos outros e corri para lá, com a esperança de encontrar minha mãe.
    Mas as esperanças foram substituídas por um terror imenso. Assim que alcançamos o local, vimos que ele estava todo destruído, com as cabanas todas queimadas e estraçalhadas. Com certeza era um acampamento inimigo. 
    Enquanto andava à procura de uma pista do que ocorrera ali, ouvi um rugido estrondoso. Olhei em direção ao barulho. Foi então que vi fogo saindo de uma caverna, a algumas centenas de metros acima de nós, no pico oeste da montanha. Se tinha algum lugar onde eu pudesse descobrir o que estava acontecendo, era ali.
     Nos preparamos para a luta e fomos em direção à caverna. Era um local tenebroso, com alguns lugares da parede pegando fogo, assim como alguns lugares do chão, havia também alguns esqueletos chamuscados no chão.
     Entramos na caverna e fomos surpreendidos quando um monstro gigante surgiu na nossa frente, na escuridão. Não tive tempo para reagir. Uma só patada do monstro e acabei voando longe. Mas não me machuquei muito.
      Peter começou a atirar, mas o monstro o atacou também, fazendo-o voar longe. Ethan estava agora sozinho para lutar contra um monstro, contra um... Acredite se você quiser, mas assim que o monstro viu que Ethan estava sozinho, ele saiu das sombras, revelando-se um dragão, isso mesmo, um dragão.
     O dragão soltou uma coluna de fogo. Ethan foi totalmente engolido pelo fogo, eu somente observava enquanto tentava me levantar.
     Um grito, vindo de dentro das chamas, deixou meu cabelo em pé. Não era um grito de dor, nem de agonia, ou de medo. Era um grito de raiva. Assim que o fogo diminuiu, vi Ethan completamente intacto.
      Mas o que? Perguntei-me. Tentava buscar uma resposta, mas outra voz, a de meu pai, foi quem respondeu.
      _ O poder do pai dele finalmente despertou nele. Loki, é o deus do fogo e parece que Ethan nasceu com uma resistência anormal ao fogo graças a isso.
    Não pude deixar de sorrir. Isso era incrível, aquele fogo deveria ter derretido até mesmo titânio e lá estava Ethan, intacto.
     _ Thiago – Ethan chamou – eu cuido dessa lagartixa, fique para trás. – o modo como ele falou não deixou dúvidas de que ele seria capaz.
     _ Certo. – me virei e fui em direção ao Peter, que parecia meio tonto ao tentar se levantar.
      Afastei o Peter do local da batalha, e fui me embrenhando um pouco mais na caverna. Ele parecia meio mal, acho que tinha batido a cabeça em uma pedra, ou algo assim, então deixei ele no chão um pouco. Ele começou a murmurar algumas coisas estranhas, como sim senhor, ou vou fazer isso senhor e outras coisas sem nexo.
     Olhei em volta, para ver onde estávamos. À minha volta havia algumas colunas das arquiteturas gregas, o que me chamou muito atenção. Continuei caminhando e pude ver que estava indo em direção a algumas celas.
     Enquanto caminhava, vi vários esqueletos no chão, de antigas pessoas que acabaram presas ali até a morte. Mas quando me aproximei das últimas celas, tive uma visão que me amedrontou mais ainda. Um pequeno amontoado de panos, na parte escura da cela, me chamou a atenção. Enquanto olhava, tive a impressão de que ela havia se mexido.
      Me aproximei mais ainda, com o coração já na boca e vi que o amontoado de roupas era uma mulher. Ela virou a cabeça lentamente, e vi um rosto muito familiar a me observar.
      _ Mãe – soltei minhas armas e coloquei minha mão entre as barras da cela, em direção a minha mãe. Assim que ela me viu, se levantou e veio pegar a minha mão.
      Estava magra, mas ainda tinha seu sorriso intacto. Seus cabelos estavam pretos, com algumas áreas em branco, e sua pele estava manchada de sujeira.
     Pedi para que se afastasse e arrebentei a porta da cela. Assim que ficou livre, ela pulou para me abraçar, chorando de alegria. Enquanto eu estava abraçado com ela, ouvi um ruído atrás de mim. Me virei rapidamente e lá estava a imagem de uma pessoa, envolta em sombras.
     _ Thiago – a sombra tinha uma voz pesada, estranha de se ouvir – Eu estive te observando Thiago. – e soltou uma gargalhada rouca. – Eu vim aqui, para ordenar que se renda, antes que todos aqueles que conhece e ama sejam mortos.
     Senti uma fúria descomunal crescer dentro de mim. Protegi minha mãe com o braço, e, colocando o máximo de raiva na voz, respondi a ele.
     _ Você – e apontei para ele – não vai se safar, cria de Hades! Eu vou acabar com você! Não vou parar até ter destruído todo seu exército. Me espere, eu vou atrás de você – e ataquei a sombra, que se desfez ao toque da minha espada.
      A raiva começou a diminuir gradualmente e voltei a pensar normalmente. Senti a mão de minha mãe em meu ombro o que me encheu de coragem novamente. Foi aí que ouvi um rugido e me lembrei do Ethan lutando contra o dragão.
      Corri em direção ao Peter, que parecia estar se recuperando. O ajudei a se levantar. Com minha mãe atrás de nós, corri para a câmara onde a batalha com o dragão havia começado.
      Quando cheguei lá, vi que Ethan estava montado nas costas do dragão, sem nenhuma preocupação com o risco.
      Assim que entramos na sala, o dragão virou a grande cabeça em nossa direção, rosnando um pouco. Pensei que ele iria cuspir fogo, mas Ethan fez um sinal e o dragão ficou quieto.
       _ O que você fez? – eu perguntei.
       _ Ah, não foi nada – Ethan respondeu – eu havia lido em um livro, que se você mordesse a orelha de um dragão, ele virava seu, então foi isso que eu fiz.
     _ Você... Mordeu a orelha de um dragão – Peter parecia tão incrédulo quanto eu – como você pode ter pensado... Como... Isso é ridículo.
     _ Ridículo sim, mas eu ganhei um dragão. E aliás quem é essa ai? – perguntou apontando para minha mãe.
       _ Sou eu, a Célia – minha mãe deu um passo para frente, ficando visível para ele – como vai Ethan?
      Assim que Ethan viu que se tratava da minha mãe, desceu apressado do dragão, veio abraça-la. Estava tão feliz de vê-la quanto eu. Ela era como uma mãe para ele.
     _ Devemos voltar para o acampamento – Peter disse – Lá nós conversamos mais.
     Todos concordaram e Ethan deu a ideia assustadora de voarmos no dragão, mas ninguém estava afim disso.
    Quando estávamos prestes a sair da caverna, a sombra do semideus inimigo apareceu novamente à nossa frente, só que agora seu rosto se formou, nos fitando com uma raiva extrema.
    _ Vocês vão se arrepender do que estão fazendo aqui crianças. E principalmente você – ele apontou para mim, com dedos magros – eu vou destruir tudo que conhece – e novamente desapareceu.
     _ Bastardo – eu disse – Nós temos que acabar com isso. Vamos voltar para o acampamento.
     Voltamos para o sopé da montanha rapidamente, com o dragão nas nossas costas. Quando as valquírias nos viram, ficaram alegres e correram na nossa direção. Mas assim que viram o dragão se aproximando, achando que era um inimigo, se prepararam para matá-lo. Isso teria acontecido se não fosse eu ter avisado elas aos gritos para não atacar.
         _ Fernam – eu gritei – não ataque ele, Ethan está nele.
         _ O que?
     Nos aproximamos rapidamente e explicamos para elas o que estava acontecendo. Fiz um sinal para que Ethan aterrissasse com o dragão e se juntasse a nós. Atendendo, ele manobrou o dragão, e, levando-o em direção a clareira, fez com que pousasse, causando um grande estrondo e levantando poeira e neve para os lados.
     _ E então meninas, – Ethan disse enquanto se aproximava – o que acham do meu dragãozinho de estimação?
     _ Ele não é um dragãozinho qualquer – Gina respondeu – ele é o Nidhogg, criatura que antigamente causou muita destruição ao mundo.
     Ethan pareceu um pouco surpreso pela revelação e olhou desconfiado para o dragão, mas logo em seguida esqueceu isso, e ficou com um sorriso enorme.
    _ Fernam, Gina, Brunie, essa é minha mãe, Célia – apontei para minha mãe que estava atrás de nós – acabei de salvar ela de uma cela na montanha.
     _ Muito prazer em conhecer você Célia – responderam elas, cumprimentado minha mãe.
    _ O prazer e todo o meu, meninas. – ela se virou para mim - Elas são muito bonitas – minha mãe disse bem baixo – qual delas é a sua namorada?
   _ Mãe! – eu protestei, mas acabei rindo, junto com ela. Pelo que vi o período de cativeiro não havia mudado o humor dela.
     Não parecia, mais já havia se passado muitas horas desde que saímos do acampamento, então preparamos uma rápida refeição. Arrumamos também algumas roupas novas para minha mãe e logo ela parecia uma pessoa normal, pronta para outra aventura.
    Enquanto conversávamos animados uns com os outros, o grasnar de um corvo chamou a atenção de todos. Olhei em direção ao barulho, vi que um corvo estava nos observando. O corvo voou em nossa direção e pousou no chão a alguns metros de nós. As valquírias logo o saudaram, mas isso não pareceu chamar a atenção dele. Ele me olhou bem nos olhos, em seguida olhou para minha mãe.
     _ Olá Célia – a voz de meu pai saiu da boca do corvo – estava torcendo para você ser resgatada pelo Thiago.
      _ Obrigado – ela respondeu, animada.
     _ Filho – ele se virou para mim - o que você vai fazer agora que resgatou sua mãe?
    _ Minha missão era resgatar todos os reféns feitos pelo inimigo. Agora que resgatei o último deles, estava pensando em... – fiz uma pausa, por não saber o que falar.
     _ Ir atrás daquele que provocou tudo isso não é?
     _ Isso mesmo – respondi com toda a minha confiança.
   _ Então você gostará de saber disso: minhas investigações dizem que alguma coisa importante esta acontecendo no Egito, em Cairo, para ser mais exato.
     _ É o semideus inimigo? – perguntei
    _ Não sei dizer se é ele ou não, mas uma grande quantidade de magia vem daquele lugar, portanto lá seria um bom lugar para você começar a investigar.
      _ Então eu irei.
    _ Ótimo. É importante que você parta imediatamente e vá para Cairo o mais rápido o possível.
      _ Certo, acha que as valquírias...
    _ Elas não podem levar vocês lá, filho. Infelizmente não. É longe demais dos meus domínios e da fonte de poder delas.
     _ Então iremos com o Nidhogg – Ethan disse.
    _ É uma boa ideia – meu pai olhou para Ethan e depois para o Nidhogg, que parecia estar dormindo nessa hora. - Quem diria que a história de morder a orelha dele fosse verdade – Odin parecia se divertir com a ideia – quem diria.
     _ Bem, é melhor partirmos imediatamente, não é? – eu disse.
     _ Está certo – Odin respondeu – não poderei ajudá-lo muito lá, filho, mas estarei sempre te observando. Lembre-se disso – assim que disse isso, o corvo saiu voando em direção ao céu. Logo sumiu.
  Começamos então a nos preparar para uma nova viagem. Arrumamos comida, dinheiro, remédios, salgadinhos, ou seja, os suprimentos básicos.
Quando estávamos prestes a sair, fui conversar com minha mãe.
     _ Mãe – eu a chamei – sinto muito ter que deixá-la de novo.
     _ Tudo bem meu filho – ela me deu um forte abraço – você vai para tentar resolver tudo, para que voltemos pra casa em paz. – ela soltou um soluço –    Estou muito orgulhosa de você, meu filho.
   Abracei-a bem forte. Depois, ter que soltá-la doeu mais do que eu imaginava. Assim que consegui soltar o abraço ela me olhou bem nos olhos, soltou um sorriso, enquanto apontava com a cabeça o Nidhogg. Soltei um sorriso e fui em direção a ele.
    Me despedi novamente das valquírias, pedindo que levassem minha mãe até à nossa cidade, Bronderslev, o que aceitaram fazer. Agradeci e subi no dragão. Apesar de ter uma escama bem dura, pude sentar bem confortável nas costas dele. Olhei novamente para minha mãe que com um sorriso no rosto, se despediu. O dragão bateu as asas duas ou três vezes para poder se levantar do chão. Logo estávamos voando, a uma velocidade incrível, em direção a Cairo.
     E foi lá que nós encontramos Gabriel, o semideus filho de Poseidon. Ele parecia já me conhecer, e como fiquei sabendo depois, já havia sonhado comigo. Conversamos um pouco e ele me apresentou ao grupo dele, a Rachel, filha de Hefesto, e o Arthur, filho de Atena.
     Após conversarmos, fomos atrás de um hotel para poder descansar. Achamos um que era muito estranho. Era incrivelmente arrumado e limpo. Nem parecia que a cidade lá fora quase havia sido totalmente destruída. Nós ficamos em um quarto de frente para o do Gabriel. Os quartos eram bonitos e bem arrumados. Além de terem ótimas camas, os chuveiros também eram ótimos.
      Tomamos banho e comemos um pouco. Liguei a TV para ver as notícias. Estava a tanto tempo sem saber o que estava acontecendo no mundo que levei um susto quando vi tudo aquilo passando na TV. Em um dos canais, mostravam imagens do mar morto, onde uma enorme criatura estava destruindo todos os barcos que passavam por la. Um deles, pelo que pude ver, era nórdico, mas estava “camuflado”, parecendo só mais um barco comum. Nos outros canais a mesma coisa. O mundo estava um caos e somente uma pessoa estava fazendo tudo isso.
       Fui deitar com uma inquietação enorme! Quase não consegui dormir. Após algumas horas, finalmente peguei no sono. Estava cansado. Muita coisa passava pela minha cabeça. Eu sabia que o dia seguinte seria importante. Sabia que eu precisaria estar cem por cento para derrotar meus inimigos.


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